O ator, palhaço e professor de teatro Carlos José Cesare morreu aos 60 anos em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Embora a notícia tenha alcançado repercussão nacional nesta terça-feira (18), o artista morreu no domingo, dia 16.
Carlos Cesare ficou conhecido nacionalmente por interpretar Pablo no Qual É a Música?, quadro comandado por Silvio Santos no SBT. Entretanto, sua trajetória artística foi muito além da televisão. Durante mais de quatro décadas, ele também trabalhou no teatro, participou de projetos culturais e conquistou diferentes gerações como o Palhaço Eugênio Garnizé.
Segundo uma atualização publicada no perfil profissional de Carlos Cesare, os responsáveis constataram congestão e edema pulmonares, além de falência cardíaca. A família informou ainda que a morte provavelmente aconteceu durante o sono.
Quem foi Carlos Cesare?
Carlos José Cesare começou a ganhar projeção nacional em 1986, quando tinha 20 anos. Naquele período, ele assumiu o personagem Pablo no Qual É a Música?, exibido dentro do Programa Silvio Santos.
Cesare substituiu Augusto Rodríguez, primeiro intérprete do personagem, e permaneceu na atração durante aproximadamente quatro anos. Dessa forma, seu trabalho ficou associado a uma das fases mais lembradas do programa musical do SBT.
O formato colocava convidados em disputas para descobrir músicas a partir de diferentes pistas. Ao mesmo tempo, Pablo se tornou uma das figuras recorrentes da atração e ajudou a marcar a memória dos telespectadores que acompanhavam Silvio Santos nas décadas de 1980 e 1990.
Apesar da popularidade alcançada na televisão, Carlos Cesare decidiu continuar sua trajetória principalmente nos palcos. Por isso, dedicou os anos seguintes ao teatro, ao circo e à formação de novos artistas.
Carlos Cesare também era o Palhaço Eugênio Garnizé
Depois da passagem pelo SBT, Carlos Cesare desenvolveu o Palhaço Eugênio Garnizé, personagem que se tornou uma referência de seu trabalho em São José dos Campos. Além disso, o artista criou espetáculos que misturavam palhaçaria, mágica, música clássica, teatro de bonecos e manipulação de objetos.
No Show do Eugênio, Cesare utilizava poucos diálogos e valorizava a pantomima, a expressão corporal e a interação com o público. Segundo uma programação oficial da Prefeitura de São José dos Campos, o palhaço usava objetos para contar histórias e combinava música clássica com números de mágica e palhaçaria.
Além disso, Carlos idealizou um espetáculo no qual Eugênio convidava o público a entrar em seu mundo imaginário. A montagem reunia cenas lúdicas, recursos visuais e diferentes ritmos musicais executados ao vivo, conforme informou a Prefeitura de São José dos Campos ao divulgar uma apresentação em 2018.
Assim, o artista levou seu trabalho para teatros, parques, escolas e espaços públicos. Ele também atuou como professor de teatro e participou de iniciativas voltadas à democratização do acesso à cultura.
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Trabalho cultural em São José dos Campos
Carlos Cesare manteve uma relação próxima com a cena cultural de São José dos Campos. Por meio do projeto Arte nas Ruas, ele circulava por diferentes regiões da cidade com o Show do Eugênio.
A Fundação Cultural Cassiano Ricardo lamentou a morte do artista e destacou sua participação no projeto. A instituição também ressaltou o legado de respeito à cultura local construído por Cesare.
Ainda em março de 2026, poucos meses antes de sua morte, Carlos integrou a programação da Semana do Teatro de São José dos Campos. Na ocasião, apresentou novamente o Palhaço Eugênio em um espetáculo gratuito. Portanto, ele permanecia profissionalmente ativo e conectado ao público da cidade.

















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