Filme sobre o anonimato de Belchior ganha primeiras imagens

Luiz Carlos Vasconcelos aparece caracterizado como Belchior nas primeiras imagens do filme Viver é Melhor que Sonhar. Dirigido por Eduardo Albergaria, o filme estreia nos cinemas brasileiros em 3 de dezembro.

A produção não seguirá o caminho tradicional das cinebiografias musicais. Portanto, o público não acompanhará novamente a saída do cantor do Ceará, o abandono da faculdade de Medicina ou o sucesso alcançado depois que Elis Regina gravou uma de suas composições.

Em vez disso, o longa começará depois da fama. A história terá como ponto de partida o período em que Belchior abandonou o patrimônio, afastou-se da vida pública e cruzou cidades e fronteiras ao lado de Edna, interpretada por Isabela Garcia.

Com isso, Viver é Melhor que Sonhar mostrará uma fase cercada por dúvidas e versões diferentes. Durante aproximadamente dez anos, o paradeiro do artista despertou curiosidade no público e ganhou espaço em reportagens sobre dívidas, processos e mandados judiciais.

No filme, a decisão de buscar liberdade se transforma em uma fuga pela América Latina. Enquanto contas bancárias são bloqueadas e novos problemas aparecem, Belchior e Edna precisam permanecer em movimento.

Ainda assim, o cantor não consegue desaparecer completamente. Ao longo da viagem, fãs reconhecem Belchior e oferecem abrigo, comida e ajuda ao casal. Dessa forma, a relação do músico com o próprio público também terá espaço importante na trama.

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Filme parte de uma investigação sobre Belchior

Eduardo Albergaria desenvolveu o projeto a partir da reportagem A Divina Tragédia de Belchior, escrita por Marcelo Bortoloti. Além disso, a equipe utilizou como referência o livro Belchior: Apenas um Rapaz Latino-Americano, de Jotabê Medeiros.

A pesquisa reuniu 78 entrevistas realizadas no Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Uruguai. Ao mesmo tempo, os responsáveis consultaram documentos, imagens, livros e arquivos privados de pessoas que conviveram com Belchior ou acolheram o casal durante a viagem.

O livro Viver é Melhor que Sonhar: Os Últimos Caminhos de Belchior, de Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti, também ajudou na construção da história. A partir desse material, Albergaria e o roteirista Daniel Dias elaboraram uma interpretação para os últimos caminhos do compositor.

Além de Luiz Carlos Vasconcelos e Isabela Garcia, o elenco reúne Karine Teles, Augusto Madeira, Lucas Penteado, Nabiyah Be, Márcio Vito, Marina Provenzzano e Lolla Belli. Por sua vez, o argentino Luciano Cáceres completa o grupo principal.

A equipe gravou cenas no Brasil e no Uruguai para reconstruir a viagem do casal. Já o formato de road movie permitirá que a narrativa acompanhe as constantes mudanças de cidade, as dificuldades financeiras e os encontros com admiradores.

O lançamento acontecerá em um ano simbólico para a obra de Belchior. Em 2026, o cantor completaria 80 anos. Além disso, Alucinação, um dos discos mais importantes da música brasileira, celebra cinco décadas desde seu lançamento.

A Urca Filmes produz Viver é Melhor que Sonhar, enquanto a H2O Produções participa da coprodução. Por fim, a H2O Films levará o longa aos cinemas brasileiros em 3 de dezembro.

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