A Odisseia supera Jurassic World e quebra recorde da Universal

A Odisseia alcançou mais um recorde de bilheteria em sua passagem pelos cinemas. O épico dirigido por Christopher Nolan superou Jurassic World e se tornou a maior arrecadação da história da Universal Pictures.

O filme ultrapassou a marca de US$ 1,67 bilhão arrecadados mundialmente. Com isso, deixou para trás o longa da franquia dos dinossauros, que mantinha o primeiro lugar desde 2015.

Os valores não consideram a inflação. Além disso, como A Odisseia continua em exibição, sua arrecadação ainda pode aumentar durante as próximas semanas.

O resultado chama atenção porque não envolve uma continuação ou um universo compartilhado. Pelo contrário, Nolan transformou um poema com cerca de três mil anos em um dos maiores eventos cinematográficos da década.

A duração próxima de três horas e a classificação indicativa para adultos também não impediram o desempenho. Assim, o sucesso reforça a capacidade do diretor de levar grandes públicos aos cinemas com projetos associados ao seu nome.

A Odisseia também quebrou recordes de Nolan e do IMAX

Antes de superar Jurassic World, A Odisseia já havia se tornado a maior bilheteria da carreira de Christopher Nolan. O recorde anterior pertencia a Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Lançado em 2012, o terceiro filme da trilogia do Batman arrecadou aproximadamente US$ 1,08 bilhão. Já Oppenheimer, vencedor do Oscar, encerrou sua trajetória comercial próximo de US$ 976 milhões.

Além disso, A Odisseia ultrapassou Deadpool & Wolverine e assumiu o posto de filme para maiores com a maior bilheteria mundial. A produção da Marvel havia arrecadado US$ 1,338 bilhão em 2024.

O épico também se tornou o lançamento mais rentável da história do IMAX. Nesse caso, o desempenho está diretamente ligado à forma como Nolan planejou a produção.

A Odisseia foi o primeiro longa de ficção filmado integralmente com câmeras cinematográficas IMAX. Por isso, o formato premium ocupou uma parte importante da campanha de divulgação e da venda antecipada.

Diversos cinemas mantiveram sessões em IMAX e 70 mm após a estreia. Enquanto isso, horários durante a madrugada e pela manhã foram acrescentados em algumas cidades para atender à procura.

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Uma história antiga transformada em espetáculo

Baseado no poema atribuído a Homero, o filme acompanha o retorno de Odisseu para Ítaca após a Guerra de Troia. Entretanto, a viagem coloca o guerreiro diante de monstros, deuses e diferentes tentações.

Matt Damon interpreta Odisseu. Já Anne Hathaway vive Penélope, que precisa enfrentar os homens interessados em tomar o lugar do marido e controlar o reino.

Tom Holland assume o papel de Telêmaco, filho do casal. Por sua vez, Robert Pattinson interpreta Antínoo, um dos principais pretendentes de Penélope.

O elenco também reúne Zendaya, Charlize Theron, Lupita Nyong’o, Jon Bernthal, Benny Safdie, Elliot Page e Himesh Patel.

A produção custou aproximadamente US$ 250 milhões, sem considerar os gastos com divulgação. No entanto, a arrecadação mundial já representa mais de seis vezes esse valor.

O longa estreou com cerca de US$ 264 milhões mundialmente. Depois, manteve uma queda moderada entre os fins de semana e encontrou força nos mercados internacionais.

Consequentemente, A Odisseia avançou durante quase dois meses até alcançar o topo da Universal. Agora, o filme deixa Jurassic World na segunda posição e Velozes & Furiosos 7 no terceiro lugar entre os maiores sucessos do estúdio.

Mesmo depois de conquistar o recorde, a jornada comercial ainda não terminou. A permanência nas salas e a procura pelos formatos premium poderão ampliar a vantagem de Nolan antes do fim da exibição.

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