Mulher é acusada após ataque à Rihanna em sua casa

Ivanna Lisette Ortiz, de 36 anos, foi formalmente acusada por um grande júri de tentar matar Rihanna durante um ataque a tiros contra a casa da artista em Los Angeles. A Justiça tornou pública a acusação na quarta-feira (30), após considerar a ré mentalmente apta a enfrentar o julgamento.

De acordo com a Promotoria do Condado de Los Angeles, Ortiz responde por 14 crimes: uma acusação de tentativa de assassinato, dez de agressão com arma de assalto e três por disparar contra residência ou veículo habitado. Ela declarou-se inocente de todas as acusações.

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Rihanna e a família estavam na propriedade

O ataque ocorreu em 8 de março de 2026, por volta das 13h20. Segundo os promotores, Ortiz dirigiu até a propriedade de Rihanna, em Beverly Crest, e disparou diversas vezes com um rifle semiautomático.

Além disso, Rihanna e A$AP Rocky estavam dentro de um trailer Airstream estacionado no terreno quando os tiros começaram. Ao mesmo tempo, os três filhos do casal permaneciam no quarto infantil da casa com uma babá. A mãe da cantora, funcionários e outras pessoas também estavam na propriedade.

Os disparos atingiram o trailer, os portões, as paredes da residência e uma casa vizinha. No entanto, ninguém ficou ferido. Conforme documentos policiais obtidos pela Associated Press, pelo menos 20 tiros teriam sido efetuados.

Em seguida, a polícia prendeu Ortiz em Sherman Oaks, a aproximadamente cinco quilômetros da residência. Além da arma, os agentes teriam encontrado munições e uma peruca no veículo.

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Ataque na casa de Rihanna ainda permanece sob investigação

As autoridades ainda não divulgaram uma possível motivação nem confirmaram a existência de uma relação entre Ortiz e Rihanna. Contudo, investigadores analisam publicações feitas pela acusada nas redes sociais antes do ataque.

A promotoria sustenta que Rihanna era o alvo do crime. A defesa, por outro lado, mantém a declaração de inocência apresentada em nome de Ortiz. Portanto, as acusações ainda precisarão ser comprovadas durante o processo judicial.

Antes da decisão do grande júri, o caso permaneceu temporariamente suspenso para que especialistas avaliassem a condição mental da acusada. Entretanto, uma juíza concluiu na terça-feira (29) que Ortiz possui competência para participar do julgamento. Dessa forma, o processo criminal voltou a tramitar normalmente.

A Justiça estabeleceu uma fiança de US$ 2,65 milhões. Além disso, marcou a próxima audiência preliminar para 29 de outubro. Caso receba condenação por todas as acusações, Ortiz poderá enfrentar uma pena de prisão perpétua.

Por fim, vale destacar que uma acusação formal não equivale a uma condenação. Ortiz permanece legalmente inocente até que a Justiça determine o contrário.

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