A HBO Max anunciou a estreia de Morte e Mistério na Amazônia para 10 de setembro. A série documental brasileira investiga Tatunca Nara, figura controversa ligada à lenda de Akakor e ao desaparecimento de exploradores na floresta amazônica.
Ao todo, a produção terá três episódios. No streaming, o público poderá assistir a todos no dia da estreia. Já o canal HBO exibirá um capítulo por semana.
Além disso, a série apresenta uma entrevista com o próprio Tatunca Nara. Diante das câmeras, ele oferece sua versão sobre os acontecimentos e responde aos questionamentos que cercam sua história há décadas.
Morte e Mistério na Amazônia: Quem é Tatunca Nara?
Tatunca Nara ganhou notoriedade durante as décadas de 1970 e 1980. Na época, ele afirmava ser descendente do povo Ugha Mongulala e conhecer o caminho para Akakor, uma suposta civilização escondida na Amazônia.
Além disso, Tatunca trabalhava como guia de expedições. Seus relatos, portanto, atraíram aventureiros, jornalistas e pesquisadores da Europa e dos Estados Unidos para a floresta.
A história ganhou ainda mais projeção após o jornalista alemão Karl Brugger publicar A Crônica de Akakor em 1976. O livro apresentou as narrativas de Tatunca sobre uma antiga cidade subterrânea que teria sobrevivido por milhares de anos.
No entanto, pesquisadores e investigadores passaram a questionar a identidade do guia e a existência da civilização. Até hoje, nenhuma descoberta arqueológica comprova os relatos sobre Akakor.
Desaparecimentos aumentaram o mistério
A história tornou-se mais sombria quando pessoas que participaram das expedições desapareceram ou morreram em circunstâncias misteriosas. Por isso, autoridades internacionais e investigadores independentes passaram a analisar a possível relação de Tatunca com os casos.
Entre os desaparecidos estão o norte-americano John Reed, o suíço Herbert Wanner e a sueca Christine Heuser. Posteriormente, investigadores identificaram restos mortais atribuídos a Wanner.
Apesar das suspeitas, Tatunca Nara negou envolvimento nas mortes e nos desaparecimentos. Dessa forma, o caso atravessou décadas sem uma conclusão definitiva e alimentou teorias sobre crimes, arqueologia e sociedades secretas.
Além disso, a morte de Karl Brugger ampliou o interesse pela história. Um atirador matou o jornalista no Rio de Janeiro em 1984, mas as autoridades nunca esclareceram completamente o crime.
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Morte e Mistério na Amazônia reúne entrevistas e provas inéditas
Ao longo dos três episódios, Morte e Mistério na Amazônia apresenta depoimentos de investigadores, jornalistas, especialistas, testemunhas e familiares das pessoas envolvidas.
Além disso, a equipe consultou documentos, registros históricos e provas inéditas. A produção também percorreu locações no Brasil, nos Estados Unidos e no Caribe para reconstruir as diferentes etapas do caso.
Portanto, a série não aborda apenas a lenda da cidade perdida. A investigação também confronta a narrativa de Tatunca Nara com as informações reunidas ao longo de décadas.
Diretores também comandaram Pacto Brutal
Tatiana Issa e Guto Barra dirigem e produzem Morte e Mistério na Amazônia. A dupla também comandou Pacto Brutal – O Assassinato de Daniella Perez, série documental que revisitou o crime contra a atriz.
Além disso, Issa e Barra acumulam 13 indicações ao Emmy e três vitórias na premiação. Agora, os cineastas utilizam a experiência com documentários investigativos para separar os fatos das lendas em torno de Akakor.
A HBO realizou a produção em parceria com a Producing Partners. Por fim, Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Patricio Díaz assinam a supervisão pela Warner Bros. Discovery.

















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