MIS exibe documentário sobre filhos da contracultura brasileira

O Museu da Imagem e do Som de São Paulo exibe gratuitamente o documentário Nem tudo é paz e amor na quinta-feira (10), às 19h. Depois da sessão, o diretor Betão Aguiar e integrantes da equipe conversam com o público sobre a produção.

O longa apresenta a contracultura brasileira pelo olhar dos filhos de artistas que transformaram a música e os costumes do país. Para construir essa história, Betão reúne depoimentos de Moreno Veloso, Nara Gil, Beto Lee, Anelis Assumpção e Sarah Sheeva.

Enquanto recupera as mudanças culturais dos anos 1970, o filme também mostra as consequências daquele período dentro das famílias. Por isso, os entrevistados falam sobre liberdade, experimentação artística, conflitos e traumas vividos durante a infância.

Além disso, a produção discute as contradições de uma geração que desafiou padrões durante a ditadura militar. A sessão integra o Doc.MIS, projeto mensal voltado à exibição e ao debate de documentários.

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MIS exibe gratuitamente Nem tudo é paz e amor, documentário sobre os filhos da contracultura brasileira, com debate após a sessão.

Nem tudo é paz e amor recupera memórias da contracultura

Betão Aguiar é filho da escritora e produtora Marília Aguiar e do cantor Paulinho Boca de Cantor, um dos integrantes dos Novos Baianos. Portanto, o diretor também utiliza as próprias lembranças para investigar como os filhos viveram aquela transformação cultural.

Ao longo de 85 minutos, Nem tudo é paz e amor recupera histórias relacionadas à Tropicália, aos Novos Baianos e a outros movimentos artísticos da época. No entanto, o documentário evita apresentar esse passado apenas de maneira nostálgica.

Em vez disso, Betão mistura música, imagens de arquivo, humor e depoimentos pessoais. Dessa forma, o longa mostra tanto as descobertas quanto as dificuldades enfrentadas por crianças que cresceram cercadas por artistas e novas ideias.

A produção participou da 18ª edição do In-Edit Brasil. Depois disso, chegou aos cinemas brasileiros em 27 de agosto. Agora, a sessão no MIS permite que os espectadores ampliem a conversa proposta pelo documentário ao lado do diretor e da equipe.

Além de trabalhar no cinema, Betão atua como músico, produtor e pesquisador da cultura brasileira. Ao longo da carreira, colaborou com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.

Por fim, o cineasta também dirigiu produções como Dona Cadu e o raio de Santa Bárbara, Chegança, no jardim das belas flores e Samba de santo: resistência afro-baiana. Além disso, assinou a trilha sonora de Ó Paí, Ó, lançado em 2007.

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Serviço

Evento: Doc.MIS – Nem tudo é paz e amor

Data: 10 de setembro de 2026

Horário: 19h

Local: Auditório do MIS

Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Ingressos: entrada gratuita, com retirada uma hora antes da sessão na bilheteria do museu

Capacidade: 168 lugares

Classificação: livre

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