A empresa de revenda REPS & Company tornou-se alvo de um processo civil nos Estados Unidos por um suposto esquema envolvendo milhões de ingressos, incluindo em apresentações de grandes artistas como Beyoncé. Segundo a acusação, a companhia teria lucrado pelo menos US$ 120,8 milhões com a revenda de entradas para shows e outros eventos populares.
Um dos casos citados envolve uma apresentação de Beyoncé durante a Renaissance World Tour. No entanto, a cantora, sua equipe e sua produtora não são acusadas de qualquer irregularidade no processo.
Esquema de ingressos de Beyoncé é citado em processo
A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, conhecida como FTC, acusa a REPS de utilizar 1.300 contas para comprar 7.624 ingressos de uma única apresentação de Beyoncé.
O show aconteceu em Kansas City, no estado do Missouri, em 2023. Posteriormente, a empresa teria obtido aproximadamente US$ 833 mil em lucro com a revenda dessas entradas.
Entretanto, o valor de US$ 120,8 milhões não corresponde apenas aos shows de Beyoncé. Segundo a FTC, o total envolve ingressos para milhares de eventos de alta procura.
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Empresa teria comprado 18,5 milhões de ingressos
A acusação afirma que a REPS gastou mais de US$ 1,3 bilhão para adquirir aproximadamente 18,5 milhões de ingressos desde 2022.
Além disso, a companhia teria ultrapassado o limite de oito entradas em pelo menos 83.500 eventos. Posteriormente, os bilhetes eram oferecidos no mercado secundário por valores mais altos.
A ação também cita o CEO Ryan Pancheri, o presidente Brian Archibald e o diretor de operações Nicholas Totagrande.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou o processo após uma recomendação da FTC. Dessa forma, as autoridades pretendem responsabilizar a empresa por possíveis violações da lei federal conhecida como Better Online Ticket Sales Act.
Como funcionava o suposto esquema?
De acordo com a acusação, a REPS utilizava milhares de contas com diferentes nomes, endereços, números de telefone e cartões virtuais. Além disso, funcionários teriam utilizado serviços de proxy e navegadores capazes de manter diversas sessões abertas ao mesmo tempo.
Essas ferramentas permitiriam ocultar a identidade e a localização dos compradores. Consequentemente, os sistemas das plataformas poderiam interpretar as compras como pedidos realizados por consumidores diferentes.
A FTC também afirma que parte dos funcionários responsáveis pelas aquisições trabalhava nas Filipinas. Quando uma conta era bloqueada, a equipe supostamente alterava pequenos detalhes no nome ou no endereço para tentar concluir novas compras.
Plataformas como Ticketmaster e AXS utilizam limites e sistemas de verificação para impedir compras em grande quantidade. No entanto, a REPS teria desenvolvido estratégias específicas para contornar essas barreiras.
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Beyoncé não é alvo da investigação
Embora o processo utilize o show de Beyoncé como exemplo, a artista não é investigada. Além disso, a ação não acusa a Parkwood Entertainment ou a equipe responsável pela turnê de participação no suposto esquema.
O caso se concentra exclusivamente nos métodos utilizados pela empresa de revenda para comprar entradas acima dos limites estabelecidos.
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